IGREJA PRESBITERIANA BETÂNIA

16 de mar de 2011

Que tempo é este?



Quando lemos a Palavra, sempre vemos frases como “naquele tempo”, indicando uma época, um período, não apenas em termos de calendário, mas principalmente de momento, de circunstâncias ou de algum mover de Deus no meio do seu povo. Vemos também que há tempo para tudo. Em Eclesiastes 3:1 “Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz”.






Eclesiastes 3:11 “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim”. Eclesiastes 3:17 “Então, disse comigo: Deus julgará o justo e o perverso; pois há tempo para todo propósito e para toda obra”. Poderíamos então nos perguntar qual é o melhor tempo para mim?






A resposta não pode ser outra: o melhor tempo para cada um de nós é o tempo de Deus. O tempo de Deus é a sua perfeita e boa vontade para nós. Muitos tentam fazer o tempo para sua vida, na própria força, ajeitando circunstâncias, “forçando a barra”, mas no fim da história acabam vendo que não vale a pena tentar fazer o tempo de Deus. O tempo, se é d´Ele, não se faz, se espera, se vive, se submete a Ele. Alguns exemplos? Qual é o tempo para você assumir um compromisso de namoro? E para você estudar? E para trocar de emprego? Qual é o tempo para você se tornar independente? Qual é o tempo para (...)?






Para todas estas e muitas outras perguntas sobre o tempo de Deus encontramos respostas na Palavra. Ali está expresso o tempo correto para todas as coisas que dizem respeito à nossa vida. Muitos em nosso meio têm tido dificuldades, pois resolveram por si mesmos assumirem compromisso de namoro, sem ser o tempo de Deus. Outros resolveram que não deveriam mais estudar, ou parar por um tempo, pois se sentiam “cansados”. Outros ainda resolveram que era o tempo para saírem da casa de seus pais, pois todo mundo hoje o faz, então porque não fazê-lo?






Outros mais resolveram “dar um tempo da célula e “entregá-la”, pois estavam sentindo-se sobrecarregados com os compromissos do “Ide”, ou talvez trocar de cidade pois estão enjoados do lugar aonde moram e querem algo novo que não é a novidade de Deus a cada manhã em qualquer lugar. Sempre que tomamos decisões baseadas somente em nosso coração, nos deparamos logo depois com problemas, pois não estamos no Kairós de Deus pra nós.






A palavra diz em Jeremias 17:9 “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” Sabemos que existem coisas que estão muito claras para nós, inseridas no tempo de Deus no qual vivemos. Eis aqui algumas delas:






1) Apocalipse 22:11 - É tempo de santidade ao Senhor.






2) Mateus 6:6 - É tempo de buscarmos intimidade com Ele.






3) Mateus 7:24-É tempo de edificarmos sobre a rocha que é Jesus.






4) Mateus 28:19 - Sempre será tempo de pregarmos a Palavra.






5) Atos 3:25 -É tempo de vivermos esta aliança.






6) Efésios 5:- É tempo de nos encher-mos do Espírito.






7) 1 Pedro 5:8 - É tempo de batalha e de vigiarmos.






8) 1 João 4:7 e 8 - É tempo de amarmos.






9) Hebreus 13:17 -É tempo de obedecermos.






10) 1 Coríntios 13:- É tempo de buscarmos maturidade



11) Mateus 16:18 - É tempo de avançarmos contra o reino das trevas.

 
12) 1 Coríntios 15:57 ,1 João 5:4 -É tempo de vitória.
Viva este tempo de Deus – Kairós para você. No mais é realmente esperar n´Ele e na sua boa e perfeita vontade pra nós.


Que Deus nos abençoe


Samuel Klawa


http://www.vidanovamusic.com


samuelklawa@hotmail.com



6 de mar de 2011

O que diz a Bíblia sobre ser uma mãe cristã?


Pergunta: "O que diz a Bíblia sobre ser uma mãe cristã?"


Resposta: Ser mãe é um papel muito importante que o Senhor escolhe para dar a muitas mulheres. Às mães é dito que amem seus filhos em Tito 2:4-5, que diz: “Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.” Em Isaías 49:15a a Bíblia diz: “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre?” Quando se começa a ser mãe?


Os filhos são presentes do Senhor (Salmos 127:3-5). Em Tito 2:4, aparece a palavra grega “phileoteknos”. Esta palavra representa um tipo especial de “mãe-amor”. A idéia que esta palavra evoca é de “preferir” nossos filhos, “cuidar” deles, “alimentá-los”, “abraçá-los” com amor, “satisfazer suas necessidades”, “amavelmente ser amiga” de cada um como único vindo da mão de Deus. A Escritura nos ordena para que vejamos “mãe-amor” como nossa responsabilidade. A palavra de Deus ordena tanto às mães quanto aos pais para que façam várias coisas na vida de seus filhos, dando:


  • Disponibilidade – manhã, tarde e noite (Deuteronômio 6:6-7).
  • Envolvimento – interagindo, colocando pontos de vista, pensando e processando a vida juntos (Efésios 6:4).
  • Ensinamento – sobre as Escrituras, a visão bíblica do mundo (Salmos 78:5-6, Deuteronômio 4:10, Efésios 6:4).
  • Treinamento – ajudando o filho a desenvolver habilidades e descobrir seu potencial (Provérbios 22:6).
  • Disciplina – ensinando o temor do Senhor, ensinando seus limites de forma consistente, amorosa e firme (Efésios 6:4, Hebreus 12:5-11, Provérbios 13:24, 19:18, 22:15, 23:13-14, 29:15-17).
  • Nutrição – provendo um ambiente de constante apoio verbal, liberdade de falhar, aceitação, afeto e amor incondicional (Tito 2:4, II Timóteo 1:7, Efésios 4:29-32, 5:1-2, Gálatas 5:22, I Pedro 3:8-9).
  • Exemplo com integridade – vivendo de acordo com o que ensina, sendo um modelo com o qual o filho possa aprender “captando” a essência de um viver piedoso (Deuteronômio 4:9, 15, 23; Provérbios 10:9, 11:3; Salmos 37:18, 37).


A Bíblia nunca ordena que todas as mulheres devam ser mães. Contudo, diz que aquelas que o Senhor abençoa e se tornam mães devem tomar seriamente tal responsabilidade. As mães têm um papel único e crucialmente importante nas vidas de seus filhos. A maternidade não é um trabalho ou tarefa desagradável. Da mesma forma com que uma mãe gera seu filho durante a gravidez, e da mesma forma com que a mãe alimenta e cuida de seu filho durante a infância, as mães têm também um papel constante na vida de seus filhos, adolescentes, jovens adultos e até filhos completamente adultos. Enquanto o papel da maternidade deve se transformar e se desenvolver, o amor, cuidado, educação e encorajamento que uma mãe dá nunca devem terminar.






24 de fev de 2011

HISTÓRIA PARA EBD INFANTIL: "ANTONIO E ABELHINHA"


( ATENÇÃO: Devido a problemas no meu teclado, o texto abaixo conterá erros de acentuação. Desconsiderem, por favor.)



NUMA CIDADEZINHA DO INTERIOR MORAVA UM MENINO CHAMADO ANTONIO.
ANTONIO ERA MUITO INTELIGENTE, TIRAVA ÓTIMAS NOTAS NA ESCOLA: AMAVA MATEMÁTICA E ARRASAVA EM GEOGRAFIA!

VIVIA RODEADO DE LIVROS PARA TODOS OS LADOS! SEUS PAIS SE ORGULHAVAM DE COMO ELE ERA UMA CRIANÇA ESPECIAL.

MAS ANTONIO SEMPRE SE SENTIA SÓ, MESMO RODEADO DE BONS LIVROS, TÃO BOAS COMPANHIAS PARA ELE, ANTONIO SENTIA-SE VAZIO.


- QUE VAZIO É ESSE DENTRO DE MIM? (PERGUNTAVA ANTONIO A SI MESMO.)


UM BELO DIA, SENTADO EMBAIXO DE UMA ÁRVORE NO QUINTAL DE SUA CASA, ANTONIO LIA MAIS UM LIVRO, QUANDO, DE REPENTE, AO OLHAR PARA CIMA DA ÁRVORE, VIU QUE UMA ABELHINHA O OBSERVAVA.



“QUE ESTRANHO!” (PENSOU ANTONIO) “ESSA ABELHINHA PARECE QUE ESTÁ OLHANDO PARA MIM!”


FOI QUANDO ACONTECEU ALGO QUE ANTONIO JAMAIS PODERIA IMAGINAR...

ANTONIO OUVIU UMA VOZ:

-POSSO SABER O QUE VOCE ESTÁ LENDO? (PERGUNTOU A ABELHINHA)


NOSSA! ANTONIO TOMOU UM SUSTO ENORME! FICOU SEM SABER O QUE FAZER. “UMA ABELHA FALANDO? FALANDO COMIGO? ISSO É IMPOSSÍVEL!” (PENSOU ELE).


MESMO ASSIM, ELE RESOLVEU ARRISCAR, FICOU CURIOSO, E RESPONDEU A PERGUNTA QUE ABELHINHA TINHA FEITO. E ENTÃO, COMEÇARAM A CONVERSAR...


COM CERTEZA AQUELA ABELHINHA NÃO ERA UMA ABELHA COMO OUTRA QUALQUER! NO MEIO DAQUELE PAPO TÃO BACANA SOBRE PLANTAS, LIVROS, FLORES, MEL E ZANGÕES, A ABELHINHA DISSE:


-OH ANTONIO, ME DIGA UMA COISA: VOCÊ QUE GOSTA TANTO DE LER, JÁ LEU A BÍBLIA?


ANTONIO FICOU PENSATIVO E RESPONDEU:


- BÍBLIA... (COÇANDO A CABEÇA) AH, AQUELE LIVRO QUE AS PESSOAS LÊEM NA IGREJA AOS DOMINGOS?


A ABELHINHA SORRIU, E DISSE:


- A BÍBLIA É MUITO, MUITO MAIS QUE UM LIVRO PARA LER SOMENTE AOS DOMINGOS! EM UM DOS MEUS VOOS ACROBÁTICOS EU VI UMA BÍBLIA NA COMODA DO QUARTO DE SUA AVÓ. VÁ PEGÁ-LA PARA CONVERSARMOS UM POUCO MAIS.


E ASSIM FEZ ANTONIO, PEGOU A BÍBLIA SOB A COMODA DE SUA AVÓ E LEVOU ATÉ A ABELHINHA E CONVERSARAM POR HORAS.


O SOL SE POS, A LUA APARECEU E ELES AINDA CONVERSAVAM...

A ABELHINHA EXPLICOU A ANTONIO QUE A BIBLIA É REVELAÇÃO DE DEUS PARA NÓS, QUE NELA HÁ TODO O PLANO DE SALVAÇÃO, DESDE O SURGIMENTO DO UNIVERSO E DA VIDA, ATÉ O FIM DOS NOSSOS DIAS.

DISSE TAMBÉM QUE A BÍBLIA É UM CONJUNTO DE 66 LIVROS E FOI ESCRITA POR 40 HOMENS DIFERENTES. FALARAM DOS APÓSTOLOS: PAULO, JOÃO, MATEUS...

ANTONIO PERCEBEU O QUANTO ELE TINHA AINDA A APRENDER SOBRE A BÍBLIA, SOBRE JESUS, SOBRE O ESPÍRITO SANTO, SOBRE DEUS!

E O SORRISO NO ROSTO DE ANTONIO CRESCIA, E CRESCIA MAIS E MAIS, AO LONGO DESSA CONVERSA COM A ABELHINHA.
ANTONIO SOUBE QUE DEUS O AMAVA, E CHOROU DE TANTA FELICIDADE!!


DE REPENTE, OUVIRAM A VOZ DA MÃE DE ANTONIO DIZENDO:


-FILHO, VENHA JANTAR MEU AMOR, O JANTAR ESTÁ PRONTO!


ASSIM A ABELHINHA DISSE A ANTONIO QUE ELA PRECISAVA IR EMBORA, MAS, ANTES O CONVIDOU A ORAR E AGRADECER A DEUS PELA TARDE MARAVILHOSA QUE ELES TINHAM PASSADO JUNTOS.


ANTONIO FICOU DE JOELHOS E FECHOU OS OLHINHOS ENQUANTO A ABELHINHA POUSOU SOBRE UMA FLOR PERTINHO DELE, PARA, ASSIM, ORAREM JUNTOS.




A ABELHINHA FOI EMBORA E ENQUANTO ELA AINDA VOAVA ANTONIO COLOCOU A MÃOZINHA NO CORAÇÃO, SUSPIROU E PERCEBEU QUE “O VAZIO” NÃO EXISTIA MAIS.




       Como são doces as tuas palavras!
           São mais doces do que o mel.”
            SALMO 119:103


ESCRITO POR DEISY VILELA, EM FEVEREIRO DE 2011.

10 de fev de 2011

Jesus Vive para Salvar (Romanos 5:1-21)




No capítulo 5, Paulo destaca o poder de Jesus vivo para ajudar os discípulos perdoados, e apresenta uma série de pontos de contraste entre Adão e Jesus.


O Poder de Jesus Vivo (1-11)


O pecado nos separou de Deus. Agora o resultado da nossa justificação é a comunhão e paz com ele (1). Por intermédio de Jesus, temos a esperança da glória de Deus (2).


Também gloriamos nas coisas que nos levam à esperança: tribulações, perseverança e experiência (3-4). Se, pelo sofrimento da morte, Jesus chegou à glória, nós podemos encarar sofrimento em nossa vida com a mesma confiança ( Hebreus 12:1-3)

Temos convicção da esperança, porque ela se baseia em Deus (5-8):

● Deus derramou o seu amor (5)


● O Espírito Santo revelou este amor (5)


● Cristo morreu por nós quando éramos ainda pecadores (6-8)


● Na morte de Jesus, o amor de Deus foi revelado (8). Que amor sobrenatural! Quando éramos pecadores, lutando contra a santidade e a bondade de Deus, Cristo morreu por nós.



Muito mais agora (9-11). Preste atenção nesses versículos. O ensinamento de Paulo aqui conforta e anima o servo de Deus. No passado, Cristo demonstrou seu poder para salvar os pecadores (inimigos) pela sua morte. No presente, ele demonstra ainda mais poder para salvar os justificados (reconciliados, amigos) pela sua vida. Paulo não vê a obra redentora de Cristo como apenas o sacrifício feito na cruz. Jesus vive e age ao nosso favor. Ele é nosso Advogado (1 João 2:1) e intercede por nós (8:34). Jesus morreu para nos salvar, e vive para nos salvar!

 
Adão e Jesus (12-21)

Vamos observar primeiro o conteúdo deste trecho, e depois fazer algumas observações sobre as distinções apresentadas.
Adão trouxe o pecado ao mundo, e o pecado trouxe a morte. Todos morrem, porque todos pecam (12).

O pecado já existia antes da Lei dada por intermédio de Moisés, provando que já havia lei governando todos os homens (13-14). A morte já reinou de Adão a Moisés, mostrando que Deus levou em conta o pecado naquela época. Mas, os pecados dos outros não eram o mesmo cometido por Adão. Ele violou uma lei (Gênesis 2:16-17); eles violaram outras.

Adão “prefigurava aquele que havia de vir” (14). Pelo ato único de violar uma lei especial, ele trouxe conseqüências sobre todos. Jesus, como Paulo mostrará nos versículos seguintes, por um ato único de obedecer o Pai, trouxe bênçãos para todos. Como a ofensa trouxe a morte a muitos, o sacrifício de Jesus trouxe a vida a muitos (15).

O dom é superior à ofensa. Uma ofensa causou o sofrimento de muitos. A graça responde a muitas ofensas e traz a justificação (16). Pela ofensa de Adão, a morte reinou sobre os homens. Pelo ato de Jesus, os homens reinam sobre a morte (17).


Participação de morte e de vida (18-19). Neste trecho, Paulo fala de dois sentidos de morte e dois sentidos de vida. Pelo pecado de Adão, a morte física passou a todos os homens. Pela ressurreição de Jesus, todos os homens serão ressuscitados (fisicamente – veja 1 Corínitos 15:20-22). Todos que participaram do pecado participam também da morte espiritual. E todos que participam da obediência de Cristo se tornam discípulos e participam também da vida espiritual.

A lei enfatiza o pecado, mas a graça é maior ainda (20). O pecado reinou na morte, mas a graça reina pela justiça (de Cristo) para a vida eterna (21). A graça e sua recompensa são superiores ao pecado e sua consequência!

29 de jan de 2011

"PERFEITO E ÍNTEGRO, EM NADA DEFICIENTE".

Belo Horizonte Janeiro de 1999.



Prezado irmão


Nesta carta quero falar-lhe a respeito do amor de Deus e do que ele significa na vida do cristão. Certamente você, como eu, tem sido despertado ao longo de sua vida pela necessidade de amarmos uns aos outros como Cristo nos amou, mas, provavelmente, seu procedimento não tenha sido satisfatório nesse sentido. Assim, quero ajudá-lo, pois esse é um assunto de primordial importância na vida de todos nós.


Na epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo disse:


"...nos gloriamos nas próprias tribulações, SABENDO que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque O AMOR DE DEUS É DERRAMADO EM NOSSO CORAÇÕES pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado... Deus prova o Seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores,"- Romanos 5:3-5,8.


Houve um momento, no meu ministério, em que Deus começou a tratar comigo a respeito da minha concepção das coisas; e Ele me mostrou claramente que o câncer não mata ninguém. Temos de entender que Deus já RESOLVEU o problema da enfermidade, há dois mil anos, quando Cristo morreu na cruz do Calvário. Para o cristão, o problema não é a enfermidade (nào é o câncer que mata), é o medo da morte. Falando desse medo, o escritor aos Hebreus afirma:


"(Cristo tomou a carne humana para que, por Sua morte destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e LIVRASSE a todos que, pelo pavor da morte, estavam SUJEITOS À ESCRAVIDÃO POR TODA A SUA VIDA"- Hebreus 2; 14,15.


O que mata e destrói é o "pavor ou medo da morte", e, para que você e eu não sejamos atormentados pelo medo, Deus "derrama o Seu amor em nossos corações, através do Espírito Santo". E por que dizemos isso ? Observe o que o apóstolo João afirma a respeito do amor:


"No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora o medo produz tormento; logo, aquele que teme (se apavora) não é aperfeiçoado NO AMOR"- 1 João 4:18.


Deus deseja nos aperfeiçoar no SEU AMOR. É tarefa do Espírito Santo fazer com que vivamos nesse amor, pois somente ele - o perfeito amor - tem poder para lançar fora o medo. Mas o que é o perfeito amor?


Observemos, em primeiro lugar, que o perfeito amor de Deus é a expressão total do beneplácito do Seu Ser para conosco em Cristo; é a prova (como disse Paulo, em Romanos 5:8 já citado) da abundância da Sua graça, derramada sobre todos os homens.


Quando Adão pecou, o primeiro mal que o afligiu foi o medo, pois ele abraçou a morte, separando-se do Criador. Em Cristo, porém, Deus RESOLVEU esse problema, LIVRANDO-NOS da escravidão do pavor da morte. Toda vez que o cristão se sujeita ao medo, ele "nega a grandeza do amor de Deus por nós", esquecendo que, em virtude da obra redentora de Cristo Jesus, ele ESTÁ LIVRE da morte, da separação de Deus. Observe como o apóstolo Paulo descreve essa LIBERTAÇÃO:


"Porque se nós, quando inimigos, FOMOS RECONCILIADOS (restaurados à comunhão) com Deus mediante a morte de Seu Filho, muito mais, ESTANDO JÁ RECONCILIADOS, seremos SALVOS (do pavor da morte) pela Sua Vida;" - Romanos 5:10.


Quando você e eu deixamos que o Espírito Santo "derrame o amor de Deus em nossos corações", confirmando tudo o que Deus fez por nós e É por nós, em Cristo, somos inundados do perfeito amor, o qual "lança fora o medo". O perfeito amor é o amor que não deixa falta, que atende plenamente à necessidade do momento, suprindo as carências existentes.


O amor de Deus não é um sentimento ou paixão; é uma poderosa operação do Espírito Santo em nossos corações, que confirma a plenitude da nossa redenção e reconciliação (restauração) com Deus.


Quando dizemos que o câncer não mata ninguém, pois Deus já RESOLVEU, em Cristo, o problema da enfermidade para nós, o que estamos procurando lhe mostrar é que, quando nos conscientizamos do amor de Deus por nós, é impossível termos medo de qualquer coisa, pois o amor (os cuidados infinitos) de Deus, "lança fora o medo". Em razão do perfeito amor de Deus por nós, não há lugar nem motivo para medo em situação ou circunstância alguma. Justamente por isso Paulo disse "...nos gloriamos nas próprias tribulações, SABENDO que a tribulação produz perseverança;e a perseverança, experiên-cia; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde".


Aquele que nasceu de novo em Cristo, a "nova criatura", é uma pessoa "bem-aventurada" por Deus (Salmo 91), por isso ela pode "gloriar-se nas tribulações", pois nada a pode atingir, nada pode mudar o que Cristo fez na sua vida. Paulo disse:


"...bem-aventurado o homem a quem Deus ATRIBUI JUSTIÇA (se Deus 'atribuiu', é atribuída e pronto) independentemente de obras. Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades SÃO PERDOADAS, e cujos pecados SÃO COBERTOS; bem-aventurado o homem a quem o Senhor(Deus) JAMAIS IMPUTARÁ PECADO"- Romanos 4:6-8.


Pense bem, será que há motivo para sentir "medo", nas tribulações, se você é uma pessoa ABENÇOADA por DEUS? Por que há tribulações, então? Para que você e eu possamos "ter maiores experiências" do perfeito amor de nosso Deus, e nos conscientizemos, cada vez mais, da Sua fidelidade, longanimidade, paternidade, constância, e da abundância de Sua Graça para conosco em Cristo. O objetivo é que aprendamos a perseverança, a qual nos dará a esperança que NÃO CONFUNDE, e que jamais nos deixará em falta, ou, como disse o apóstolo Tiago:


"Meus irmãos, tende por motivo de toda a alegria o passardes por várias provações, SABENDO que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que SEJAIS PERFEITOS E ÍNTEGROS, EM NADA DEFICIENTES"- Tiago 1:2-4.6.


Quando Satanás o atacar e você se vir dominado pelo medo, aquiete-se diante do Senhor em louvor e adoração; você descobrirá que o Espírito Santo derramará no seu coração o amor de Deus por você, de modo que o medo seja obrigado a ceder lugar à fé e à plena consciência dos cuidados do seu Deus. Então, a paz de Deus inundará o seu íntimo e você dará graças a Deus por tudo o que Ele é. mesmo na mais difícil provação.


Quando observou em visão, os gloriosos dias do Evangelho, o profeta Isaías afirmou:


"Não temas, ó Jacó, servo meu, ó amado, a quem escolhi. PORQUE derramarei água sobre o sedento, e torrentes sobre a terra seca;"- Isaías 44:2,3.


Essa é a expressão do amor de Deus por você, o "amado do Senhor". E é exatamente isso que Deus deseja fazer em sua vida continuamente, de modo que você jamais tenha motivo algum para sentir medo. Você é o alvo do perfeito amor do Deus Onipotente, você é o 'bem-aventurado' do Altíssimo.


Irmão, que no início deste Novo Ano, você possa ter uma consciência cada vez mais real e vibrante do perfeito amor que "lança fora o medo" em toda circunstância. Não deixe de proporcionar ao Seu Deus o tempo necessário para que o Espírito Santo possa ministrar ao seu coração a grandeza do amor do Seu Deus e Pai. Isso é a sua salvação. Deus tudo fez, faz, e tudo fará, para que você seja "PERFEITO E ÍNTEGRO, EM NADA DEFICIENTE".


Seu amigo e irmão,


DAVE ROBERSON


22 de jan de 2011

Para quem sai andando e chorando


Uma palavra para os semeadores de hoje


             por Ronaldo Lidório


Lendo a parábola do semeador e o Salmo 126 lembrei-me de muitos amigos e vários missionários. Veio forte a cena dos semeadores de hoje. Aqueles que falam de Jesus, visitam de casa em casa, servem o caído, cuidam do enfermo e enfrentam seus medos.
Alguns lutam a vida inteira contra problemas maiores que eles. É a seca do sertão que causa fome e desesperança, a exclusão social – do corpor e da mente - nas grandes cidades, enfermidades e epidemias que assolam, sem piedade, justamente os lugares com menos assistência de saúde.
Alguns trabalham longe, voando pelos ares para atender os que se escondem nas matas ou nas beiras dos pequenos rios. Sempre mais um lugar a chegar e uma nova barreira a ultrapassar. Outros trabalham perto, lutam nas selvas de pedra. Seu povo não alcançado encontra-se em condomínios fechados, no frenesi das ruas, hospitais lotados, escolas e cárceres. Falam de Jesus e saem de casa orando por oportunidades diárias - e não as perde.
O Salmo 126 nos fala sobre a relação entre a caminhada e o choro. Quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará para casa com alegria trazendo seus feixes, o fruto do trabalho. Para cumprirmos o ministério que Jesus nos confiou é necessário andar e chorar. E é certo que muitos fazem ambas as coisas. Tantas idas e vindas, caminhos incertos, a impressão de que há sempre mais um passo a dar, alguém a ajudar, uma pessoa a evangelizar. E as lágrimas, que descem abundantes com a saudade que bate, a enfermidade que chega, o abraço que não chega, o fruto que não é visível, o coração que já amanhece apertado, o caminho que é longo demais.
Creio que temos andado e chorado. Mas voltaremos um dia, trazendo os frutos, apresentando ao Cordeiro e dando glória a Deus! Poderá ser amanhã, ou em algum momento ainda distante. Mas ainda não é hora de voltar. É hora de seguir, andando e chorando, com alegria no coração e sabendo que não trocaríamos esta viagem por nenhuma outra na vida. O grande consolo e motivação é que não andamos sós. Ele está conosco. E maior é Aquele que está em nós. Portanto não desistimos, olhando o horizonte que se aproxima e trazendo à memória o que pode nos dar esperança.
Guarde seu coração enquanto anda e chora. Não perca a alegria de viver e caminhar, nem a mansidão, nem a oração, ou o humor, ou o amor.
Não deixe de semear mesmo quando está difícil. Lance a semente em todas as terras. Uma semente há de germinar e talvez a mais improvável. A que menos promete. Não dê ouvidos àquele que diz que não vai acontecer porque a terra é árida, você é incapaz, o povo nunca muda, o problema é grande demais, o sol é forte e o vento está chegando. Lance a semente.
Lançamos as sementes que o Senhor nos deu e quase sempre há um preço alto a pagar, por isto choramos enquanto semeamos.
Tenho observado os semeadores. Uma enfermeira brasileira atendeu 221 pessoas em um só dia na África sob um calor de 42 graus durante 17 horas ininterruptas. Era uma epidemia que chegava e os próximos dias seriam mais difíceis. No Marrocos um missionário Britânico, para trabalhar com os moradores do lixo, passou também a viver no lixo, durante anos e anos. Um jovem Ganense viajou todo seu país alertando sobre a AIDS, de bicicleta e só, com um sorriso nos lábios. Era ele mesmo portador do HIV. Um pregador de rua, falando em uma praça em Manaus, incansável durante horas em uma segunda feira a tarde. Gritava e dizia: hoje é meu dia de folga, e estou aqui e não em casa porque vocês são importantes para Deus. As sementes são diferentes. Para lançá-las é preciso chorar pois freqüentemente há um preço a pagar. Um pagou com o suor, outro com a abnegação, ainda outro dedicou seu tempo e o último entregava seu único dia de folga. Pague o preço, lance a semente e sirva a Jesus.


Abrace o que também anda e chora que está ao seu lado. Ele talvez se sinta só e pense que é o único que chora enquanto caminha.

Andar e chorar é cumprir a missão. É também um grande privilégio. Um dia você voltará... mas talvez não seja hoje. Se você pensou em desistir da sua caminhada e o coração, abatido, não encontra mais prazer em semear, olhe para o alto e faça um compromisso com seu Deus: mesmo chorando, andarei um pouco mais! Sim, haverá o dia de voltar para a nossa casa, a casa do Pai... mas ainda não chegou. Na força do Senhor continue a caminhar... e chorar... e semear... e sorrir, porque estamos aqui, na lavoura do Pai. Não há lugar melhor

13 de jan de 2011

INVISTA EM UMA NOVA VIDA

Princípios para investir em uma nova vida


(Eclesiastes 11:1-6)


Todos têm procurado fazer coisas das quais não nos arrependamos depois, mesmo que em algumas situações isto não seja possível.
Muitos acabam trazendo frustrações e até mesmo sementes em seu coração que não permitem que novos investimentos sejam feitos.


Novas ações duradouras precisam acontecer em nossas vidas, muitos homens precisam lançar fora a semente do passado, mesmo que este passado tenha sido hoje de manhã e seguir um novo rumo. Mulheres que por conta de desconfiança ou feridas, deixam esta semente impedir novas esperanças. Jovens que estão com sementes que estão sendo plantadas ainda hoje em suas vidas, precisam decidir investir em coisas novas.
Veremos a seguir cinco princípios para investir em uma nova vida.


1. Abrir mão do que temos para receber


“Atire o seu pão sobre as águas, e depois de muitos dias você tornará a encontrá-lo. Reparta o que você tem com sete, até mesmo com oito, pois você não sabe que desgraça poderá cair sobre a terra.” - Eclesiastes 11:1-2.


Um pão sobre as águas é sinônimo de perda aparente, mas para recebermos mais, é preciso repartir e investir; isto significa abrir mão dos nossos direitos, mesmo que aparentemente não colhamos imediatamente. É abrir mão do seu jeito de ser, abrir mão do seu tempo para investir em almas, abrir mão do seu dinheiro para servir no Reino, abrir mão da preguiça e das opiniões individualistas.


2. Entender que não temos o controle


“Quando as nuvens estão cheias de água, derramam chuva sobre a terra. Quer uma árvore caia para o sul quer para o norte, onde cair ficará.” - Eclesiastes 11:3
As nuvens cheias e as muitas chuvas estão fora do nosso controle, mas muitas vezes queremos controlá-las. Levar as coisas na nossa direção: “tem que ser assim”, e acabamos até tentando mandar em Deus. Dizemos que queremos Sua vontade, mas na verdade nos chateamos se não acontece o que queremos.


3. Tomar posições pessoais (Ec 11:4)


“Quem fica observando o vento não plantará, e quem fica olhando para as nuvens não colherá.”


Eclesiastes 11:4


Quem olha o vento não planta; há pessoas que ficam vendo a hora certa, esperando demais para fazer, para agir, para acreditar, para sonhar, ficam fazendo planos, mas não os põe em prática.
Vem a dúvida, a intimidação e novas sementes não caem no chão.
Quem olha para as nuvens não colhe; saia, corra atrás, desafie, busque, ligue, bata novamente, insista, leve muitos “nãos”, mas não desista.


4. Experimentar o agir de Deus, tendo fé


“Assim como você não conhece o caminho do vento, nem como o corpo é formado no ventre de uma mulher, também não pode compreender as obras de Deus, o Criador de todas as coisas.” – Eclesiastes 11:5
Às vezes ou quase sempre, nós não entendemos o jeito que Deus age, mas devemos continuar, mesmo quando tudo parece estar muito longe de acontecer devemos ter fé.
Devemos sempre dizer: “Deus eu não entendo, mas eu confio”.


5. Sempre ter algo a oferecer a Deus


“Plante de manhã a sua semente, e mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos ficarem à toa, pois você não sabe o que acontecerá, se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas” – Eclesiastes 11:6


Nunca devemos chegar de mãos vazias diante de Deus, precisamos oferecer algo, vamos sempre surpreender.
Quando estiver em luta: ofereça sementes de esperança.
Quando estiver enfermo: ofereça sementes de fé.
Quando estiver cansado: levante e trabalhe.
Está com luta financeira: dê uma oferta.
Está feliz: se compadeça com o fraco.
Surpreenda sempre, nunca fique vazio, invista em uma nova vida.


Pastor Márcio - 25/04/2006

10 de jan de 2011

Ouvindo o silêncio de Deus


Uma das desculpas mais usadas para se justificar, ou ao menos, explicar os problemas interpessoais de hoje em dia é o stress, a correria da vida, principalmente nas grades cidades.

O stress é responsável por brigas conjugais, rixas familiares, discussões de trânsito, problemas com a chefia e tudo o mais de ruim que possa acontecer.
Incrivelmente as pessoas estão com os pavios cada vez mais curtos.
A tendência é que, por causa da falta de paciência, da falta de longanimidade, o imediatismo comece a imperar em nossas vidas. Segundo o meu pastor, o neologismo “curtanimidade” é que tem ditado nosso ritmo. Queremos soluções rápidas, queremos resolver tudo de uma vez. E nesse ímpeto não raro acabamos por nos precipitar em falar mais do que devemos.
Deus nos ensina a sermos pacientes, a sermos cautelosos no falar. Não nos deixarmos dominar pelas emoções, refrearmos a língua.
No livro de Provérbios, capítulo 17 versículo 28 lemos:
“Até o tolo, quando se cala, é reputado por sábio; e o que cerra os seus lábios é tido por entendido”.
Deus não está sujeito a stress, Ele não opera movido a pressões humanas. É dEle o tempo, É dEle a criação, nós somos dEle.
O silêncio de Deus, sua maneira suave de agir, em quietude, serenidade – é nisso que devemos refletir.
Ele não deixa de aparar nenhuma aresta, não nos desampara em momento algum. No capítulo 19 do primeiro livro de Reis vemos o relato de Elias, profundamente preocupado com sua vida, tendo que fugir da rainha Jezabel, que o tinha jurado de morte. Elias estava angustiado. Procurou refúgio no deserto, e lá Deus providenciou o que Elias precisava: além de alimento, uma experiência incrível com Deus:
11. E Deus lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante o SENHOR. E eis que passava o SENHOR, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do SENHOR; porém o SENHOR não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o SENHOR não estava no terremoto; 12. E depois do terremoto um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada. 13. E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?
Deus não estava no vento, Deus não estava no fogo, Deus se apresentou em uma voz calma; imagino, talvez, uma voz doce e aveludada, extremamente paternal, que transmitia segurança e conforto.
Elias foi confortado e já partiu de lá com nova missão, sabendo que ele não estava sozinho, Deus havia preservado 7 mil pessoas que estavam do lado de Elias na crise pela qual passava naquele momento de sua vida.
Em situações estressantes, quando somos impulsionados a cobrar de Deus resposta rápidas, em alto e bom som, gritantes e latentes para nossos problemas cotidianos, que tal lembrarmos que Ele não precisa gritar para que nós possamos ouvi-Lo? Se nós nos aquietarmos, sabendo que Ele é Deus (Sl 46:10a), ficará mais fácil escutá-Lo.


"Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR."
 (Lamentações 3:26)


Enos Moura Filho
1° IP Guarulhos




8 de jan de 2011

AS NORMALIDADES DO MUNDO...POR CAIO FÁBIO

Cuidado com as normalidades do mundo… Sim, pois no mundo a vida é um morrer de descuido e de descaso...
Portanto, seguir a normalidade da vida segundo o mundo, de fato é entregar-se ao fluxo dos que vão na avalanche pensando que o abismo não chegará nunca...
A normalidade do mundo é doença segundo Deus...
Tal é a normalidade do mundo que pelo voto se pode escolher Barrabás...
No mundo um homem que salve uma vida em situação de por a sua própria em risco, é um herói; enquanto aqueles que vivem todos os dias salvando vidas, são apenas pessoas que fazem isso...
No mundo..., poder é domínio sobre outros...
No Evangelho..., poder, antes de tudo, é controlar a si mesmo.
No mundo a inveja faz os homens quererem crescer segundo o mundo...
No Evangelho, por exemplo, o que move um homem na vida deve sempre ser o amor que a ninguém inveja, e que é contente em ser quem é...
O mundo diz que o Grande é o quantificável...
O Evangelho diz que o quantificável é nada, pois o que É não é mensurável...
O mundo diz que odeia o ódio, mas odeia sempre com mais ódio ainda aqueles sobre os quais são impostas as certezas de “eles” serem os promotores do ódio...
No mundo quem não aceita um desafio é covarde...
No Evangelho aquele que aceita um desafio é tolo...
O homem do Evangelho nunca deve aceitar desafios de outros, mas apenas andar segundo sua própria superação em amor sábio.
Entretanto, no mundo é normal dar segundo se recebeu...
A toda ação corresponde uma reação equivalente, advoga o mundo, seguindo como sabedoria para a vida a Lei da Gravidade e das forças das pedras e dos projéteis...
No Evangelho... à cada ação que incida sobre nós, deve haver uma ponderação...; e, então, depois, a escolha do curso de caminho que seja o nosso próprio caminho, e não um andar tangido pelo pastoreio dos impositores de caminhos e veredas desviados...
Na normalidade anestesiada do mundo, todo sucesso é prisão e mais escravidão ainda ao sucesso como deus...
No Evangelho todo verdadeiro sucesso liberta a pessoa da escravidão do sucesso segundo o mundo.
O mundo do qual falo é apenas um: esse feito de ideologias, grifes, objetivos e cronogramas de alcance de alvos bem materiais e terrenos... Sim, o mundo do qual falo é esse ente sem dono humano aparente, mas que controla todas as nossas decisões, dando-nos a ilusão de livre arbítrio...
Ora, nesse mundo pode-se odiar quem nos odeia; pode-se antipatizar gratuitamente; pode-se tudo o que se pode...; exceto matar... [exceto nas exceções convencionadas] ou roubar [a menos que se evite ser “pego”].
No mundo é normal ser aflito, angustiado, preocupado, desejoso, insatisfeito, sempre em busca de algo, sempre se medindo por outros, sempre na Maratona das Comparações...
No mundo o normal é consumir...
Portanto, tome cuidado; pois ser normal segundo o mundo é fazer-se louco diante de Deus e da vida que é.
Não esqueça nunca que a única normalidade já vista em um homem está no Filho do Homem.


Pense nisso!




Caio Fábio
6 de agosto de 2009
Lago Norte
Brasília DF

1 de jan de 2011

O Deus Galardoador (Abençoador)

O Deus Galardoador (Abençoador)



                                          Paulo Ferreira

O livro de Hebreus chama nosso Deus de: “Um Deus galardoador dos que o buscam”! Você já parou para pensar neste texto. Está dizendo que Deus abençoa aqueles que o buscam. Mas como se busca a Deus?
Houve um homem, que conheceu este Deus galardoador, que peregrinou no deserto, sendo abençoado a cada passo, porque buscava este Deus. Este homem era Abraão. Na vida dele nada foi fácil, caminhava no deserto cavando poços onde parava, em busca de água para sua casa e para o rebanho.
É interessante como hoje fazemos a mesma coisa: Cavamos poços em busca da benção. Cavamos poços no trabalho em busca de sucesso profissional, de prosperidade e bem estar para a nossa família e nós mesmos, cavamos poços em busca da felicidade no casamento, cavamos em busca de boa educação (tanto secular, como moral) para nossos filhos. Vivemos num deserto, onde tudo tem que ser garimpado, onde não é fácil se conquistar as coisas de que necessitamos para viver, dizemos como alguns, que é preciso “matar um leão por dia” para sobreviver aqui.
E o pior é que muitas pessoas têm cavado e cavado e cavado sem encontrar a água! Muitos têm lutado com todas as forças para manter as finanças em ordem, para salvar o casamento da separação, para livrar filhos das drogas, para conseguir algo melhor para a sua família e acabam desistindo por cavarem e não verem o resultado.
Eu imagino quantos devem ter cavado poços nos dias de Abraão e não encontrando água morreram de sede, pessoas da suas casas, do rebanho e até eles mesmos. Como Ló, que se cansou de cavar com o tio Abraão e resolveu que iria para um lugar onde habitava a felicidade: abundância de pastagem, água sem ter que cavar, um lugar maravilhoso chamado Sodoma. Mas enquanto Ló se dirigiu a Sodoma, o velho Abraão continuava a cavar. E onde lançava sua tenda e começava a cavar, ali estava a água. Chegando mesmo a ser perseguido por homens que queriam tomar seus poços, como Abimeleque.
Como Abraão sabia onde tinha água? Será que ele tinha algum aparelho especial para detectar onde estava a água? Na verdade meu amado, eu creio que a água é que se dirigia onde Abraão acampava o seu povo, porque a Bíblia diz que a benção nos alcança, não somos nós que corremos atrás dela!
Então qual era o segredo de Abraão? A cada poço que Abraão cavava, ele levantava ao lado um altar. Será que nos temos feito assim? Quando você começar a buscar a prosperidade, levante um altar e adore. Quando você buscar a felicidade no casamento e o bem dos seus filhos, levante um altar. Quando você cavar em busca de sucesso na vida, levante um altar. Este é o segredo de receber as bênçãos do Deus galardoador, justamente porque a frase se completa com os dizeres: “dos que o buscam”. Ele á abençoador daqueles que o buscam, portanto, quando você começar a cavar em busca de algo, levante um altar, adore, busque este Deus e você verá que onde quer que você esteja cavando haverá água, porque as bênçãos virão sobre ti e te alcançarão.

23 de dez de 2010

O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL





Mais importante que saber sobre a História de Jesus, é conhecer o Jesus da História



Que Ele nasceu numa cidadezinha chamada Belém, numa humilde manjedoura, e que Seu nascimento e vinda era há muito esperados, todo mundo sabe. Que Ele é Filho de José e Maria, e que foi gerado pelo Espírito Santo, todos também sabem. Que veio ao mundo, sofreu e morreu, isso não é segredo ou novidade para ninguém, até mesmo para os mais incrédulos dos homens. Entretanto, o que talvez poucos sabem – se sabem, ainda não se posicionaram a respeito – é que tudo aconteceu com um propósito e razão definidos. A partir do nascimento e vinda do Messias, o mundo jamais seria o mesmo. Tudo giraria não só em torno da Sua pessoa, mas principalmente da Sua mensagem e missão. A História estava apenas começando.


Mais importante, contudo, que saber da História de Jesus, é saber acerca do Jesus da História. Afinal, por que Ele veio ao mundo? Com que intenção esteve entre nós? Por que quis morrer e por que fez isso? Queria Ele ser apenas um mártir, um herói solitário? Não cabe aqui se ater a detalhes como data e circunstâncias, mas sim, ao propósito. Cabe aqui revelar o verdadeiro sentido do Natal que, com certeza, não são os presentes, as festas, e outras coisas mais (não desconsiderando a importância que muitos dão a isso, claro). É fundamental que se diga, de passagem, que a expressão “Natal” não se encontra na Bíblia. Talvez porque a palavra, em si, signifique apenas “nascimento” e não essa conotação que vemos hoje, sempre ligada a festas e celebrações.


O Jesus da História


Por todo o Velho e Novo Testamentos, encontramos profecias não só sobre Sua vinda e nascimento, como também sobre Sua missão. Veja o que diz o profeta Isaías (no capítulo 9, versos 1 e 2): “Mas para os que estavam aflitos não haverá mais obscuridade... O povo que andava em trevas viu uma grande luz; sobre os que estavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz”. Dois capítulos à frente, ele também afirma: “Repousará sobre Ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e do temor do Senhor.” (Is. 11:1, 2).


Dentre todos os profetas do Antigo Testamento que profetizaram acerca da pessoa de Jesus, Isaías é quem mais O revelou. Por todo o livro que leva seu nome, encontramos relatos de toda a sua vida como o Seu nascimento (7:14), o desprezo por parte do Seu povo (53:3), Seu sofrimento vicário (53: 4, 5), Sua crucificação (53:12), e Seu sepultamento (53:9).
Quem lê tudo isso se espanta não só com a riqueza de informações, como também pelo cumprimento de cada uma delas. A pergunta então inevitável que surge é essa: Por quê?




O verdadeiro sentido do Natal


Nunca foi intenção de Deus que o homem estivesse só. Como Pessoa, Ele também gosta de se relacionar. Por toda a Bíblia, vemos Deus indo ao encontro do homem. O escritor aos hebreus abre sua carta registrando algo que demonstra claramente esse fato. “Havendo Deus, outrora falado muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais pelos profetas.” (Hb.1:1). O escritor aos hebreus registra tais palavras para introduzir então a Personagem principal de “sua história”: Jesus. Ele então diz: “Nesses últimos dias nos falou pelo Filho...” (1:2a ).
É interessante notar que em todo o livro de Hebreus, encontramos também relatos do nascimento, vida, ministério e missão de Jesus. Uma coisa é clara em todo o livro: com a morte vicária de Cristo na cruz e a Sua ressurreição, um novo caminho de acesso a Deus foi aberto, e a comunhão do homem com Ele foi finalmente restaurada. Eis então o que diz o escritor aos hebreus (capítulo 4, verso 16): “Acheguemo-nos, portanto, ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em tempo oportuno.”


Esse é o tempo


O tempo oportuno, portanto, é agora. Essa é a hora de se achegar a Ele. Se posso dizer assim, não haveria Natal se não fosse Ele. E Ele fez o que fez por você, por mim, por nós. Quando não há essa compreensão, a vida parece perder o sentido, o rumo, a direção. Não é sem razão ou motivo (e não cabe aqui especificar outros, pois não é o caso) que muitos detestem a data, e chegam mesmo a experimentar opressão e depressão, a ponto de até suicidar-se. Talvez porque não vê graça nenhuma na vida, tampouco nas comemorações de fim de ano, incluindo o Natal. Sabem muito sobre o Natal de Jesus, mas pouco sobre o Jesus do Natal.
O propósito primeiro e único (a meu ver) da vinda, nascimento, morte e ressurreição de Jesus não é outro senão o de restaurar a comunhão entre o homem e Deus, há muito perdida desde a Queda. Esse é o verdadeiro sentido do Natal. Não são as festas, os comes e bebes, os presentes, a ceia, por mais boa se seja a intenção de quem estabeleceu e promoveu tudo isso. A razão e o sentido único do Natal não é outro que não o próprio Jesus. Sua vinda ao mundo não foi por outro motivo que não o de anunciar a salvação aos homens e apontar um novo caminho: Ele mesmo. Ele é o Natal. E não há Natal sem Ele. Aliás, nada existiria sem Ele. E se é para comer e “bebemorar” algo, que seja então a salvação concedida à Humanidade gratuitamente, mas a preço de Seu próprio sangue. Se de fato há essa compreensão e entendimento, o verdadeiro Natal começa a ganhar um novo sentido.






:: Por Marcelo Ferreira


Jornalista


marcelo.ferreira@lagoinha.com